O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico). O artigo da seção de Conjuntura, deste número, resgata a gênese da crise financeira global de 2008 traçando a sua periodização até a fase atual, além de detalhar os seus impactos nas economias avançadas. Do balanço elaborado, destacam-se tensões e desequilíbrios que indicam que a economia mundial, longe de voltar à normalidade, continua enfrentando sérios riscos de sofrer o temido double dip, que será tão mais grave quanto menor for o raio de manobra das políticas anticíclicas e de aporte de liquidez. Em outras palavras, a crise não acabou e os persistentes desequilíbrios macroeconômicos tendem a aprofundar os temores de que a economia mundial venha a enfrentar um cenário mais adverso, embora, no curto prazo, haja perspectiva de que acordos caso a caso na zona do euro consigam alternar momentos de melhoria com fases de deterioração, sem que haja ruptura da União Europeia.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Boletim de Economia nº 19
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia
da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em
Foco e Anexo Estatístico).
O artigo da seção de Conjuntura, deste número, traz uma análise detalhada
sobre a evolução do mercado de crédito em 2012, com os seguintes destaques:
o estoque total do crédito bancário do Sistema Financeiro Nacional atingiu
R$ 2,24 trilhões no mês de setembro de 2012, correspondendo a 51,5% do PIB.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2012, o volume de crédito da economia
brasileira cresceu 6,2%, em termos reais, indicando uma desaceleração em
comparação ao desempenho no mesmo período de 2011 (7,8%), sob efeito do
patamar ainda elevado da inadimplência e do desaquecimento da atividade econômica.
Essa tendência só não foi mais intensa devido às pressões do governo federal,
sobretudo por meio da atuação dos bancos públicos, em favor da redução
dos spreads, de maneira a potencializar o impacto dos cortes da meta da taxa
Selic sobre os juros dos empréstimos. Algumas medidas de caráter regulamentar,
no sentido de reduzir os custos de refinanciamento das dívidas e de ampliar a
concorrência bancária, também contribuíram positivamente para o desempenho
do crédito em 2012.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Boletim de Economia nº 18
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap. Composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura em Foco e Anexo Estatístico).
O artigo faz um balanço do desempenho recente da atividade econômica e questiona se há espaço para acelerar o crescimento do PIB no Brasil. A trajetória recente do nível de atividade, as perspectivas de melhora para o segundo semestre e as projeções de crescimento para 2013 estão sofrendo influência de dois vetores hoje presentes na economia brasileira, quais sejam: os efeitos defasados da gestão flexível da política econômica dentro do sistema de metas de inflação e o grau (maior ou menor) de efetividade das ações do governo federal no enfrentamento dos problemas estruturais do Brasil. O artigo detalha cada um desses vetores e analisa os impactos sobre o nível de atividade econômica levando em conta diferentes cenários (básico e adverso) para a economia internacional. Em síntese, levanta-se a hipótese de que no curto prazo é baixa a probabilidade de a demanda efetiva ser suficientemente forte para alavancar um ciclo longo de expansão sustentada do investimento privado. Surge outra dúvida em relação à possibilidade de o país alçar taxas de crescimento do PIB mais elevadas. Qual será a capacidade do governo de liderar um ciclo de investimento em infraestrutura? Capacidade no sentido de realizar obras, gerar as fontes de financiamento para o investimento privado via BNDES, e coordenar o processo de concessões de setores importantes para o desenvolvimento do país.
25º Seminário Debates Fundap – Crise, Política Fiscal e Política Econômica
26 de outubro de 2012, sexta-feira, das 9h30 às 12h30 - Anfiteatro da Fundap – Rua Alves Guimarães, 429 5º andar. Pinheiros. São Paulo
“A crise atual, assim como nos anos 30 do século passado, os homens e mulheres do poder deliram entre as fantasias do eterno retorno do mesmo e as ilusões do decisionismo incondicionado e descolado da correlação de forças sociais. Para uns, os da margem esquerda, se houver vontade política, tudo é possível. Na outra margem, a da direita, multiplicam-se as falácias do economicismo, a capitulação diante da ”objetividade” das condições existentes”. Luiz Gonzaga Belluzzo. Desordem na engrenagem da civilização. Valor Econômico. 14/9/2012
EXPOSITORES:
- Fabrício Augusto de Oliveira - doutor e livre-docente em Finanças Públicas pela UNICAMP. Professor aposentado da UFMG. Professor da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte MG.
- José Roberto Afonso - mestre e doutor em economia pela UNICAMP. Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Assessor técnico da subcomissão para assuntos tributários do Senado Federal.
DEBATEDORES:
- Júlio Sergio Gomes de Almeida - Professor do Instituto de Economia da UNICAMP. Consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
- Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo - Economista e professor emérito de universidades nacionais e internacionais. Autor de importantes livros e ensaios sobre economia. Como analista econômico é presença frequente nos debates da imprensa escrita e de outras mídias nacionais. Participa de importantes Conselhos deliberativos e consultivos no setor público, acadêmico e privado.
MEDIADOR:
Geraldo Biasoto Junior - Economista. Diretor Executivo da Fundap.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Boletim de Economia nº 17
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap. Composto, nesta edição, de duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico), o artigo de conjuntura faz um panorama da política macroeconômica do governo Dilma.
São traçados, nas perspectivas do artigo, dois cenários que levam em conta as mudanças na gestão do regime de política macroeconômica do governo atual. Conclui-se que, embora caminhem na direção correta, não são suficientes para enfrentar os desafios que se colocam para a economia brasileira: crescimento econômico sustentável com distribuição de renda e inclusão social, ancorado no mercado interno e sob liderança dos investimentos, não somente em setores tradicionais da indústria e infraestrutura, mas também em setores de ponta em termos tecnológicos, como os que fazem parte da chamada “Economia verde”, que têm sido praticamente ignorados por esse governo. A gestão macroeconômica deve ser articulada com um leque mais amplo de políticas setoriais (além da creditícia e tributária, industrial e tecnológica), no âmbito de um plano desenvolvimento para enfrentar os desafios enfrentados hoje pela economia brasileira, dentre os quais se destacam os problemas de competitividade da indústria.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Boletim de Economia nº 16
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia
da Fundap. Composto de três seções (conjuntura econômica, um estudo sobre
temas setoriais e anexo estatístico), o Boletim aborda temas de interesse do setor público.
Nesta edição, o artigo da seção de Conjuntura em Foco faz uma análise
dos resultados do PIB no primeiro trimestre de 2012. O estudo setorial traz os
resultados da pesquisa sobre o desempenho econômico-financeiro das grandes
empresas não financeiras de capital aberto no Brasil para o período 2007-2011 e
para o primeiro trimestre de 2012 e levanta a seguinte questão: “As medidas de
estímulo à economia brasileira serão suficientes para reverter as tendências econômico-financeiras das grandes empresas de capital aberto, quais sejam: menor
rentabilidade operacional e financeira, baixa capacidade de geração de recursos
próprios e recuo do investimento?”.