segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Boletim de Economia nº 22

O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico).
A seção de conjuntura, deste número, traz uma análise detalhada sobre os fluxos de capitais estrangeiros para a economia brasileira, em 2012. A primeira conclusão é que houve uma importante alteração na composição do ingresso líquido de capitais estrangeiros: a participação dos fluxos financeiros no total recuou de um patamar de 69% em 2009 e 2010 para 49,5% em 2011 e 37,4% em 2012. Em contrapartida, a fatia dos fluxos de IDE (Investimento Direto Externo) traçou uma trajetória oposta, avançando do patamar de 30% em 2009 e 2010 para 50,5% em 2011 e 62,6% em 2012.
A análise da evolução mensal dos fluxos líquidos de capitais externos ao longo de 2012 sugere que os fatores externos (volatilidade financeira internacional e desaceleração “double-speed” na zona do euro) contribuíram para uma mudança na sua composição, a favor dos fluxos de IDE vis-à-vis os fluxos financeiros. Além disso, os controles de capitais e a gestão macroeconômica no Brasil moldaram a composição desses fluxos, induzindo o alongamento do prazo da dívida externa (securitizada e bancária), mas também afetaram a dimensão dos capitais externos de natureza financeira, ao desestimular as operações especulativas de curto prazo. Ademais, a eficácia desses controles aumentou devido à nova combinação de preços-chave (taxas de juros próximas das vigentes nas demais economias emergentes e taxa de câmbio num patamar mais elevado e menos volátil), que não é indutora de operações de arbitragem regulatória.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Boletim de Economia nº 21

O artigo de conjuntura, deste número, traça cenários econômicos para o Brasil em 2013. O cenário básico de maior probabilidade tem uma projeção do PIB para 2013 na faixa de 3,2% e incorpora um quadro internacional de relativa estabilidade na zona do euro, recuperação moderada dos EUA e retração suave na economia chinesa. Nesta projeção, o desempenho mediano do investimento é o principal fator que impedirá a economia brasileira de conseguir alcançar um patamar de expansão do PIB mais próximo de 4,0%. O cenário adverso parte da hipótese de que o impasse político na zona do euro se agravará, fato que inibirá soluções definitivas para a crise e, assim, fará aprofundar a recessão e os problemas de financiamento na direção de países mais importantes (Espanha e Itália). As expectativas poderão assim sofrer uma nova onda de pessimismo e a recessão poderá se aprofundar, com impactos negativos nas economias americana e chinesa. Neste contexto, o ritmo de crescimento PIB no Brasil cairia para a faixa de 1,3%.




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Boletim de Economia nº 20

O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico). O artigo da seção de Conjuntura, deste número, resgata a gênese da crise financeira global de 2008 traçando a sua periodização até a fase atual, além de detalhar os seus impactos nas economias avançadas. Do balanço elaborado, destacam-se tensões e desequilíbrios que indicam que a economia mundial, longe de voltar à normalidade, continua enfrentando sérios riscos de sofrer o temido double dip, que será tão mais grave quanto menor for o raio de manobra das políticas anticíclicas e de aporte de liquidez. Em outras palavras, a crise não acabou e os persistentes desequilíbrios macroeconômicos tendem a aprofundar os temores de que a economia mundial venha a enfrentar um cenário mais adverso, embora, no curto prazo, haja perspectiva de que acordos caso a caso na zona do euro consigam alternar momentos de melhoria com fases de deterioração, sem que haja ruptura da União Europeia.




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Boletim de Economia nº 19

O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico).
O artigo da seção de Conjuntura, deste número, traz uma análise detalhada sobre a evolução do mercado de crédito em 2012, com os seguintes destaques: o estoque total do crédito bancário do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 2,24 trilhões no mês de setembro de 2012, correspondendo a 51,5% do PIB. No acumulado dos nove primeiros meses de 2012, o volume de crédito da economia brasileira cresceu 6,2%, em termos reais, indicando uma desaceleração em comparação ao desempenho no mesmo período de 2011 (7,8%), sob efeito do patamar ainda elevado da inadimplência e do desaquecimento da atividade econômica. Essa tendência só não foi mais intensa devido às pressões do governo federal, sobretudo por meio da atuação dos bancos públicos, em favor da redução dos spreads, de maneira a potencializar o impacto dos cortes da meta da taxa Selic sobre os juros dos empréstimos. Algumas medidas de caráter regulamentar, no sentido de reduzir os custos de refinanciamento das dívidas e de ampliar a concorrência bancária, também contribuíram positivamente para o desempenho do crédito em 2012.




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Boletim de Economia nº 18

O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap. Composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura em Foco e Anexo Estatístico).

O artigo faz um balanço do desempenho recente da atividade econômica e questiona se há espaço para acelerar o crescimento do PIB no Brasil. A trajetória recente do nível de atividade, as perspectivas de melhora para o segundo semestre e as projeções de crescimento para 2013 estão sofrendo influência de dois vetores hoje presentes na economia brasileira, quais sejam: os efeitos defasados da gestão flexível da política econômica dentro do sistema de metas de inflação e o grau (maior ou menor) de efetividade das ações do governo federal no enfrentamento dos problemas estruturais do Brasil. O artigo detalha cada um desses vetores e analisa os impactos sobre o nível de atividade econômica levando em conta diferentes cenários (básico e adverso) para a economia internacional. Em síntese, levanta-se a hipótese de que no curto prazo é baixa a probabilidade de a demanda efetiva ser suficientemente forte para alavancar um ciclo longo de expansão sustentada do investimento privado. Surge outra dúvida em relação à possibilidade de o país alçar taxas de crescimento do PIB mais elevadas. Qual será a capacidade do governo de liderar um ciclo de investimento em infraestrutura? Capacidade no sentido de realizar obras, gerar as fontes de financiamento para o investimento privado via BNDES, e coordenar o processo de concessões de setores importantes para o desenvolvimento do país.




25º Seminário Debates Fundap – Crise, Política Fiscal e Política Econômica


26 de outubro de 2012, sexta-feira, das 9h30 às 12h30 - Anfiteatro da Fundap – Rua Alves Guimarães, 429 5º andar. Pinheiros. São Paulo


"Crise, Política Fiscal e Política Econômica"

“A crise atual, assim como nos anos 30 do século passado, os homens e mulheres do poder deliram entre as fantasias do eterno retorno do mesmo e as ilusões do decisionismo incondicionado e descolado da correlação de forças sociais. Para uns, os da margem esquerda, se houver vontade política, tudo é possível. Na outra margem, a da direita, multiplicam-se as falácias do economicismo, a capitulação diante da ”objetividade” das condições existentes”. Luiz Gonzaga Belluzzo. Desordem na engrenagem da civilização. Valor Econômico. 14/9/2012



EXPOSITORES:

  • Fabrício Augusto de Oliveira - doutor e livre-docente em Finanças Públicas pela UNICAMP. Professor aposentado da UFMG. Professor da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro. Belo Horizonte MG.
  • José Roberto Afonso - mestre e doutor em economia pela UNICAMP. Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Assessor técnico da subcomissão para assuntos tributários do Senado Federal.

DEBATEDORES:

  • Júlio Sergio Gomes de Almeida - Professor do Instituto de Economia da UNICAMP. Consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
  • Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo - Economista e professor emérito de universidades nacionais e internacionais. Autor de importantes livros e ensaios sobre economia. Como analista econômico é presença frequente nos debates da imprensa escrita e de outras mídias nacionais. Participa de importantes Conselhos deliberativos e consultivos no setor público, acadêmico e privado.

MEDIADOR:

Geraldo Biasoto Junior - Economista. Diretor Executivo da Fundap.


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