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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Boletim de Economia nº 1

O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap. Composto
de três seções (conjuntura econômica, um estudo sobre temas setoriais e anexo estatístico), o Boletim aborda temas de interesse do setor público.


Na presente edição, o tema abordado na seção de conjuntura são os prováveis cenários da economia brasileira em 2011. O estudo setorial discute o modelo de regulação do setor de distribuição
de energia elétrica no Brasil.





quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DÍVIDA DOS ESTADOS: POLÊMICAS E CAMINHOS

A Nota Técnica faz uma discussão sobre o processo de renegociação das dívidas dos estados dando ênfase sobre a questão dos parâmetros de atualização do saldo devedor. Avalia-se as distorções ocorridas na utilização do IGP-DI como indexador do saldo devedor das dívidas estaduais. Alternativas a esse modelo são desenhadas na Nota Técnica.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nota Técnica: Sem Sinais de Desaceleração da Economia

O grupo de conjuntura da Fundap realiza periodicamente uma pesquisa sobre o desempenho econômico-financeiro de uma seleção de grandes empresas de capital aberto (239). Esta Nota Técnica traz um resumo das principais tendências observadas no segundo trimestre de 2010. A despeito da desaceleração observada na economia brasileira, os dados econômico-financeiros das grandes empresas de capital aberto do segundo trimestre de 2010 mostram avanço da receita líquidas, do lucro operacional e do lucro líquido.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Grupo de Conjuntura - O mercado de crédito em 2009: Os Bancos Públicos

Em 2009, o crédito do sistema financeiro ao setor privado manteve-se em trajetória de expansão, dando continuidade a fase de ampliação do ciclo de crédito iniciado em 2003. Em proporção do PIB, o estoque de crédito ao setor privado atingiu 42,8% em dezembro, com crescimento de 12,9% em relação ao final de 2008, com destaque para o segmento de pessoas físicas. A ampliação do crédito ao setor privado foi liderada pelas instituições financeiras públicas, as quais, seguindo as diretrizes do governo federal, deram continuidade a sua ação anticíclica iniciada no último trimestre de 2008. Ante a maior aversão ao risco das instituições privadas, essa ação foi essencial para suprir a necessidade de capital de giro das empresas nos diversos setores de atividade econômico e garantir o financiamento do consumo das famílias, contribuindo, desse modo, para a reativação mais rápida da demanda doméstica. Igualmente, os bancos públicos agiram em prol da redução dos juros e dos spreads bancários. Aliando as diretrizes governamentais com suas próprias estratégias operacionais, o BB e a CEF conquistaram fatias de mercado, desencadeando reações dos seus concorrentes privados. Em 2010, com o crescimento da atividade econômica e a retomada dos planos de investimentos interrompidos ou adiados pela crise global, o mercado de crédito se manterá em trajetória ascendente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Comércio Exterior Brasileiro em 2009

Essa nota técnica analisa o impacto da crise econômica global sobre a balança comercial brasileira em 2009. É possível identificar principais três fases distintas desse impacto. Na primeira fase, que se iniciou em outubro de 2008, abrange o mês de janeiro, o contágio foi mais intenso sobre as exportações, pois a contração da demanda internacional atingiu, de forma mais rápida, os mercados de commodities, seja devido à deflação dos preços, seja pelo fato desses bens serem insumos da produção industrial, utilizados nos estágios iniciais das cadeias produtivas. A segunda fase estende-se de fevereiro a setembro de 2009, quando a recuperação desses preços e da demanda chinesa atenuaram a queda das vendas externas e as importação retraíram-se de forma mais intensa devido ao contexto de recessão interna e moeda depreciada. A terceira fase refere-re ao último quadrimestre do ano (setembro a dezembro), quando as importações ganham impulso, na esteira da reativação da economia brasileira e da apreciação cambial, e as exportações perdem dinamismo, devido a esse novo contexto, mas também da desaceleração da demanda chinesa por commodities.
Considerando o ano de 2009 como um todo, o efeito líquido da crise sobre a balança comercial foi positivo, pois a queda das compras foi maior do que das vendas externas. Assim como em 2008, o perfil da pauta exportadora (concentrada em commodities) contribuiu para atenuar o impacto negativo da crise sobre essa balança. A maior participação das commodities possibilitou que a estratégia de acúmulo de estoques pela China e a alta dos preços das commodities ao longo ao ano tivessem impactos positivos sobre o valor exportado de itens da nossa pauta exportadora ou atenuassem sua queda. As importações de commodities da China concentraram-se, exatamente, nos dois principais produtos exportados pelo Brasil, soja e minério de ferro, que, conjuntamente, responderam por 30,7% do total das vendas externas brasileiras

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Política Monetária e medias de inflação

A mensuração da inflação bem como das expectativas de inflação pelos agentes econômicos é peça-chave para a condução da política monetária, sobretudo naqueles países onde os bancos centrais adotam o regime de metas de inflação. Todavia, essa mensuração e sua interpretação estão longe de serem triviais e envolvem questões complexas, que se podem se traduzir em superestimação da variação de preços observada e/ou esperada, a qual o banco central reage elevando a meta da taxa básica, de forma garantir a credibilidade da política e manter ancoradas as expectativas de inflação. Essa nota técnica examina, em perspectiva comparada, as medidas de inflação e os meios de apuração das expectativas de inflação. Além de analisar as vantagens e os problemas das medidas de inflação utilizadas como referência pelos bancos centrais na condução da política monetária, discute as dificuldades associadas à apuração das expectativas de inflação e à sua “ancoragem”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O diferencial do resultado financeiro na saída da crise

O grupo de conjuntura da Fundap realiza um acompanhamento trimestral da evolução dos indicadores econômico-financeiro das grandes empresas de capital aberto que operam no Brasil com base nos balanços patrimoniais e demonstrações financeiras. A última rodada das informações pesquisou 222 empresas, das quais 139 da indústria, 13 do comércio e 70 de serviços comparando os resultados do quarto trimestre de 2009 com o último trimestre de 2008 e o padrão de rentabilidade pré-crise.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Os fluxos de capitais para a economia brasileira em 2009

Em 2009, o ingresso líquido de fluxos capitais estrangeiros atingiu US$ 89,4 bilhões, o segundo maior valor da série histórica do Banco Central do Brasil (BCB), ficando atrás somente do resultado recorde de 2007 (US$ 114,7 bilhões). Além do avanço quantitativo, a composição deste ingresso também sofreu importantes alterações em 2009 frente ao ano anterior. Enquanto em 2008, os investimentos diretos estrangeiros responderam por 85,9% do total, em 2009, a participação desta modalidade mais estável de capital estrangeiro recuou para 29%. Assim, a abundância de fluxos de capitais no período em foco decorreu, principalmente, dos fluxos financeiros, que somaram US$ 63,4 bilhões, equivalentes a 71% do total. Esta evolução favorável inseriu-se num movimento mais geral de retorno desses fluxos para as economias emergentes (sobretudo, asiáticas e latino-americanas) ao longo de 2009, que foi mais rápido e intenso do que o previsto pela maioria dos analistas. Todavia, um conjunto de características específicas da economia brasileira contribuiu para fomentar esses fluxos financeiros em 2009. Por um lado, os investimentos de portfólio em ações foram estimulados pelas perspectivas de alta dos preços desses papéis, associadas, num primeiro momento, à forte desvalorização no último trimestre de 2008 e, num segundo momento, à recuperação dos preços das commodities e do amplo mercado de consumo doméstico. Por outro lado, as captações externas, bem como as aplicações em títulos públicos de renda fixa no país, foram estimuladas pelo elevado diferencial entre os juros interno e externo, decorrente da manutenção da meta da taxa Selic num patamar elevado num contexto de taxas de juros historicamente baixas nos países avançados (próximas a zero).

terça-feira, 30 de março de 2010

O mercado de capitais em 2009

O mercado de capitais brasileiro voltou a registrar grande dinamismo em 2009, em particular no segundo semestre. O retorno dos investimentos estrangeiros em portfólio e a recuperação da atividade econômica a partir do segundo trimestre favoreceram o clima de otimismo e a retomada de planos de negócios interrompidos pela crise global. Com o mercado de crédito privado às pessoas jurídicas ainda retraído, as empresas buscaram se financiar mediante a emissão de títulos de dívida e de ações. Esse movimento se intensificou no segundo semestre. No mercado de títulos de dívida privada, a redução da meta da Selic, que em setembro atingiu o seu patamar mais baixo (8,75%), favoreceu o aumento da demanda por debêntures e notas promissórias por parte dos investidores dispostos a assumir maior risco em troca de maior retorno. Já no mercado acionário, a forte valorização da Bovespa associada à ampliação da entrada dos investidores estrangeiros estimulou as ofertas de ações por empresas de diferentes setores, dentre as quais a subsidiária brasileira do banco Santander, que, em outubro, realizou a maior captação do ano (US$ 14 bilhões) mediante a distribuição pública de certificados de ações, em simultâneo no Brasil e nos Estados Unidos. A introdução do Imposto sobre Operações Financeiras sobre as aplicações dos não-residentes em bolsa (inclusive ADR) e em aplicações de renda fixa para conter a entrada de recursos externos e por consequencia a apreciação do real não teve, contudo, o resultado esperado de esfriar os negócios na Bovespa, que encerrou o ano com valorização elevada, a segunda maior do mundo em dólar e a oitava maior em moeda doméstica.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Os fluxos de capitais para o Brasil em 2009

No dia 04 de março o grupo de conjuntura se reuniu para discutir os fluxos de capitais no Brasil em 2009. Destacam-se os condicionantes externos e internos com detalhamento da conta financeira do balanço de pagamentos, a abertura setorial do Investimento Direto Externo (IDE) e os investimentos em portfólio.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O desempenho das economias emergentes na nova etapa da crise global.

Esta Nota Técnica tem como objetivo analisar o desempenho das economias emergentes no segundo semestre de 2009, quando emergiu uma nova etapa da crise global, caracterizada pela melhoria significativa dos mercados e instituições financeiras e pela recuperação das economias avançadas. A liquidez abundante, as taxas de juros oficiais historicamente baixas e a menor aversão ao risco dos investidores fomentaram os fluxos de capitais para as economias emergentes, os quais já ensaiavam uma retomada no primeiro semestre do ano passado. Adicionalmente, aquela recuperação (mesmo que ainda frágil) teve efeitos positivos sobre o comércio mundial e, assim, sobre as exportações destas economias. Neste contexto, dois importantes canais de transmissão da crise deixaram de atuar no caso de vários países emergentes, se convertendo, novamente, em fontes de estímulo (para os mercados financeiros ou para atividade produtiva) e/ou resultando em outros desafios para a política econômica (como a necessidade de impor restrições aos fluxos de capitais diante da trajetória de apreciação cambial). Todavia, assim como os mecanismos de contágio na fase de aprofundamento da crise, o retorno dos fluxos de capitais e a evolução mais favorável do comércio mundial também tiveram efeitos heterogêneos sobre as quatro principais regiões emergentes (América Latina, Ásia, Europa central e do leste e Comunidade dos Estados Independentes - CEI), em função de um conjunto de fatores, conjunturais e estruturais, dentre os quais: o grau de vulnerabilidade externa e de descasamento de moedas; os regimes cambial e monetário; a situação das contas públicas (que condicionou a amplitude das políticas fiscais anticíclicas), a estrutura de comércio exterior e o grau de abertura financeira.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Panorama e desempenho das economias avançadas: a nova etapa da crise

Essa nota técnica tem como objetivo examinar o desempenho das principais economias avançadas em 2009, a partir do diagnóstico que, a crise global – iniciada no mercado americano de hipotecas de alto risco e agravada com a quebra do Lehman Brothers em setembro de 2008 – entrou em uma nova etapa na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2009. Impulsionadas pelos amplos estímulos fiscais e monetários, as principais economias avançadas saíram da recessão e retomaram a trajetória de crescimento. Todavia, a persistência das elevadas taxas de desemprego e o crédito caro e escasso em alguns segmentos do mercado bancário suscitam dúvidas sobre a intensidade e o ritmo da recuperação, bem como o timing da retirada dos estímulos. As projeções recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas, respectivamente, nos meses de outubro e novembro de 2009, indicam que a recuperação será tímida nas economias avançadas, em razão da demanda doméstica fraca em consequência do alto desemprego.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Crise e pós-crise: impactos sobre as grandes empresas de capital aberto no Brasil

O Grupo de Conjuntura da Fundap acompanha desde 2008 os resultados econômico-financeiros de um conjunto de grandes empresas não financeiras de capital aberto listadas na Bolsa de Valores no Brasil. A cada trimestre são agregados dados contábeis das companhias que apresentam informações para o período em foco. O objetivo mais geral é captar as reações das empresas frente às alterações no cenário e na política econômica e verificar como essas mudanças afetam a capacidade de geração de lucro e de investimento desses agentes. Em um plano mais detalhado, procura-se também avaliar os padrões setoriais de desempenho das grandes empresas no Brasil.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Setor Elétrico Brasileiro – O problema do prazo das concessões

A área de economia do setor público da Fundap está lançando uma série de Notas Técnicas sobre temas vinculados a infra-estrutura. O primeiro trabalho traz uma discussão sobre o modelo do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), buscam-se elucidar quais foram as alterações no arcabouço legal e regulatório do setor após 2003 e os seus impactos sobre o modelo de concessões na área de energia elétrica.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O comércio exterior brasileiro no primeiro semestre de 2009

No primeiro semestre de 2009, a balança comercial brasileira foi superavitária em US$ 14 bilhões, resultado 4,2% superior ao registrado no mesmo período de 2008 (US$ 11 bilhões). A evolução favorável da balança comercial, a despeito do contexto internacional adverso, decorreu da maior retração das importações relativamente às exportações. Enquanto as compras externas recuaram 40,4% (de US$ 79 bilhões para US$ 56 bilhões), as vendas para o exterior somaram US$ 70 bilhões, uma queda de 34% frente aos US$ 91 bilhões registrados no primeiro semestre de 2008. Ou seja, a tendência observada nos primeiros cinco meses após o aprofundamento da crise (outubro de 2008 a fevereiro de 2009) – de maior retração das exportações do que das importações – não se sustentou. Isto porque, por um lado, os mecanismos de transmissão da crise surtiram impacto sobre as exportações e importações em timings diferentes. E, por outro lado, alguns desses mecanismos se alteraram na passagem de 2008 para 2009. Enquanto naqueles meses a contração da demanda internacional atingiu, de forma mais rápida, os mercados de commodities (que predominam na pauta exportadora brasileira), seja devido à deflação dos preços, seja pelo fato desses bens serem insumos da produção industrial, utilizados nos estágios iniciais das cadeias produtivas – no primeiro semestre, a recuperação desses preços e da demanda chinesa atenuaram a queda das vendas externas. Simultaneamente, no caso das importações, com maior participação de bens industrializados, os efeitos contracionistas da depreciação cambial e da contração da atividade econômica doméstica se intensificaram a partir de fevereiro em função do aprofundamento da recessão interna, bem como do fim do período de vigência dos contratos realizados antes do aprofundamento da crise (que tem maior prazo de duração nos mercados de maior conteúdo tecnológico). Assim, o perfil tecnológico do comércio exterior brasileiro contribuiu para atenuar o impacto negativo da crise no primeiro semestre de 2009. Por um lado, a maior participação das commodities possibilitou que a estratégia de acúmulo de estoques pela China tivesse impactos positivos sobre as quantidades e os preços de importantes itens da nossa pauta exportadora, como soja e minério-de-ferro. Esta estratégia, num contexto de queda da demanda nos demais parceiros comerciais do país, resultou, por sua vez, no aumento de cerca de 10 pontos percentuais dessa participação no total das exportações brasileiras (de 43,5% para 53,4%) e em mudanças nas posições no ranking dos principais parceiros comerciais: a China (que era a terceira principal parceira no primeiro semestre de 2008), assumiu a primeira posição, seguida pelos Estados Unidos e pela Argentina.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Mercado de Crédito no Primeiro Semestre de 2009: A Ação dos Bancos Públicos

No primeiro semestre de 2009, o crédito do sistema financeiro ao setor privado manteve-se em trajetória de expansão, dando continuidade a fase de ampliação do ciclo de crédito iniciado em 2003. Não obstante, o baixo dinamismo da atividade econômica, o estoque de crédito ao setor privado atingiu o patamar equivalente a 42,8% do PIB em junho, com crescimento de 4,2% em relação a dezembro de 2008. A ampliação do crédito ao setor privado foi liderada pelas instituições financeiras públicas, as quais, seguindo as diretrizes do governo federal, deram continuidade a sua ação anticíclica iniciada no último trimestre de 2008. Ante a maior aversão ao risco das instituições privadas, a ação anticíclica dos bancos públicos foi essencial para suprir a necessidade de capital de giro das empresas nos diversos setores de atividade econômico e garantir o financiamento do consumo das famílias, e, desse modo, evitar uma retração mais forte da demanda doméstica. Igualmente, os bancos públicos contribuíram para a redução dos juros e spreads. O BNDES reduziu o custo de financiamento de várias das suas linhas, enquanto o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal cortaram as taxas de juros de diversas modalidades, em particular, no segmento de crédito às pessoas físicas. Aliando as diretrizes governamentais com suas próprias estratégias operacionais, o BB e a CEF estão conquistando fatias de mercado e provocando a reação dos bancos privados, que se vêem obrigados a acompanhar seus concorrentes públicos.



quarta-feira, 15 de julho de 2009

AVALIAÇÃO DO IMPACTO DAS AÇÕES E PROGRAMAS FEDERAIS

Esta Nota Técnica avalia a política fiscal do governo Lula. Percebe-se que as diretrizes desta política são de duas ordens: (i) expansão dos gastos correntes e a (ii) de contratação de um conjunto de obrigações (programas de governo), fatos que deverão impactar o gasto público num horizonte muito amplo de tempo. O trabalho procura medir a magnitude desta trajetória fiscal nos próximos anos através de um levantamento dos principais compromissos assumidos, especialmente de custeio, nos programas governamentais de maior destaque. Estima-se também o resultado primário do governo federal em 2010, dados os efeitos da forte expansão da despesa de pessoal e de custeio, frente à estabilidade das receitas.


terça-feira, 30 de junho de 2009

DESDOBRAMENTOS DA CRISE GLOBAL

DESDOBRAMENTOS DA CRISE GLOBAL E DESEMPENHO
DAS ECONOMIAS AVANÇADAS

As economias avançadas enfrentam, em consequência da crise financeira global, a pior recessão dos últimos setenta anos. Para restaurar a liquidez dos mercados financeiros, reativar o crédito bancário e reanimar a atividade econômica, os bancos centrais e os governos das principais economias avançadas lançaram mão de vários expedientes. Além de cortes expressivos na taxas de juros, os bancos centrais passaram a ampliar a oferta monetária, enquanto os governos adotaram planos de suporte financeiro ao lado de planos de estímulo fiscal. Não obstante as inúmeras medidas para fortalecimento do sistema financeiro e o contínuo uso das políticas macroeconômicas para estimular a demanda agregada, a aguda crise de confiança nas instituições financeiras não foi ainda inteiramente superada. As estimativas mais recentes indicavam, em abril de 2009, a existência de um grande volume de ativos ilíquidos, cujas perdas ainda não contabilizadas pelos bancos montam a US$ 2,7 trilhões, o que elevaria o total de perdas desde a eclosão da crise a US$ 4,0 trilhões. Também não foi quebrado o círculo vicioso entre atividade econômica em queda e as tensões nos mercados financeiros, que registram surtos efêmeros de valorização, alimentados pela leitura otimista dos indicadores que sugerem a superação do pior momento da crise global. Com as economias em retração a três trimestres seguidos, os principais países avançados estão longe de superar a severa recessão que os atinge em 2009.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Indicador Antecedente Trimestral da Atividade Econômica

O Grupo de conjuntura da Fundap divulga hoje os resultados do indicador antecedente do segundo trimestre de 2009. O indicador é construído a partir de um modelo econométrico que utiliza técnicas de séries de tempo e consiste na composição de um conjunto de séries que tem alto poder preditivo sobre as séries-alvo, que são o produto interno bruto real (PIB) e a produção industrial. O indicador foi elaborado de modo a ter a maior correlação possível com a atividade econômica que irá prevalecer no trimestre seguinte ao seu cálculo. O Grupo de Conjuntura da Fundap passa a divulgar periodicamente o indicador antecedente e uma prévia do PIB trimestral. A próxima divulgação será no dia 12 de agosto (Prévia do Pib do segundo trimestre) e no dia 12 de setembro (indicador antecedente do terceiro trimestre).


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os gastos sociais do governo federal e a carga tributária bruta: Algumas Observações

A Nota Técnica analisa a série histórica dos gastos sociais do Governo Federal e faz comparações com a carga tributária bruta vigente no Brasil. Destaca-se a importância de separar as despesas previdenciárias do total do gasto social para se ter uma noção mais fiel do que realmente foi despesa na área social. Excetuados os gastos com a previdência social, a série do dispêndio social federal não mostra uma tendência de expansão clara. Os anos de 1990 e 1994 são os de pico, que superam 8% do PIB. A análise de tendência da relação entre outros gastos sociais, (exclusive previdência) e o PIB mostra que a elevação da Carga Tributária Bruta é acompanhada por uma redução da participação dos outros gastos sociais.