quarta-feira, 3 de março de 2010
Workshop: GESTÃO DE PROGRAMAS/ PROJETOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: Experiências de Agências Internacionais
segunda-feira, 1 de março de 2010
A saída da crise da economia brasileira: o PIB até o terceiro trimestre de 2009
Esta nota técnica faz uma análise retrospectiva da economia brasileira em 2009, tendo como fio condutor a evolução do PIB trimestral. As reações da política econômica frente ao aprofundamento da crise são revisitadas a luz dos resultados obtidos do ponto de vista da atividade econômica. Ao longo de 2009, a economia entrou e saiu da recessão tendo como principal vetor de expansão o mercado interno. O setor de serviços praticamente não sentiu os efeitos da crise e já apresentou crescimento no inicio do ano passado. O consumo das famílias só caiu no quarto trimestre de 2008 e acelerou a expansão na margem a partir do segundo e terceiro trimestres de 2009. A formação bruta de capital fixo reagiu de forma mais consistente somente no terceiro trimestre de 2009. As perspectivas para 2010 são favoráveis, mas o padrão de crescimento que emergiu da crise engendra algumas fraquezas que poderão comprometer o ritmo da economia em 2011: (i) baixo patamar de investimento público em infra-estrutura; (ii) taxa de câmbio desfavorável às exportações e (iii) taxa de investimento da economia abaixo do nível pré-crise.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O desempenho das economias emergentes na nova etapa da crise global.
Esta Nota Técnica tem como objetivo analisar o desempenho das economias emergentes no segundo semestre de 2009, quando emergiu uma nova etapa da crise global, caracterizada pela melhoria significativa dos mercados e instituições financeiras e pela recuperação das economias avançadas. A liquidez abundante, as taxas de juros oficiais historicamente baixas e a menor aversão ao risco dos investidores fomentaram os fluxos de capitais para as economias emergentes, os quais já ensaiavam uma retomada no primeiro semestre do ano passado. Adicionalmente, aquela recuperação (mesmo que ainda frágil) teve efeitos positivos sobre o comércio mundial e, assim, sobre as exportações destas economias. Neste contexto, dois importantes canais de transmissão da crise deixaram de atuar no caso de vários países emergentes, se convertendo, novamente, em fontes de estímulo (para os mercados financeiros ou para atividade produtiva) e/ou resultando em outros desafios para a política econômica (como a necessidade de impor restrições aos fluxos de capitais diante da trajetória de apreciação cambial). Todavia, assim como os mecanismos de contágio na fase de aprofundamento da crise, o retorno dos fluxos de capitais e a evolução mais favorável do comércio mundial também tiveram efeitos heterogêneos sobre as quatro principais regiões emergentes (América Latina, Ásia, Europa central e do leste e Comunidade dos Estados Independentes - CEI), em função de um conjunto de fatores, conjunturais e estruturais, dentre os quais: o grau de vulnerabilidade externa e de descasamento de moedas; os regimes cambial e monetário; a situação das contas públicas (que condicionou a amplitude das políticas fiscais anticíclicas), a estrutura de comércio exterior e o grau de abertura financeira.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
7º Workshop
“INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO”
DATA E HORÁRIO
• 23 de Fevereiro de 2010, das 09h00 às 13h00.
Abertura do Workshop
Clóvis Cabrera ( DEAT Sec Fazenda) Ouça a abertura do Workshop
TEMAS:
1) A Importância da Inovação Tecnológica para o Desenvolvimento
Dr. Carlos H. de Brito Cruz - Diretor Científico da FapespVeja a apresentação de Carlos H. de Brito Cruz
Ouça a apresentação do Dr. Carlos H. de Brito Cruz
2) A Inovação Tecnológica em São Paulo e o Sistema Estadual de Inovação Tecnológica
Dr. Luciano de Almeida - Secretário Adjunto de DesenvolvimentoVeja a apresentação de Luciano de Almeida.
Ouça a apresentação do Dr. Luciano de Almeida.
3) A Utilização dos Créditos Retidos de ICMS para a utilização nos Parques Tecnológicos
Dr. Inácio YokohamaVeja a apresentação de Inácio Yokohama.
Ouça a apresentação do Dr. Inácio Yokohama
4) O uso dos Instrumentos de Incentivo à Inovação Tecnológica pelas Empresas. Facilidades e Dificuldades Encontradas.
Dr. Fabián YaksicVeja a apresentação de Fabián Yaksic.
Ouça a apresentação do Dr. Fabián Yaksic
Encerramento:
Ouça o Aurílio Caiado
Ouça o Encerramento do Workshop
Promoção
• Fundap – Fundação do Desenvolvimento Administrativo
• CAT / SEFAZ-SP – Coordenadoria da Arrecadação Tributária da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo
Apoio
• AFRESP - Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo
Apoio
• AFRESP - Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Panorama e desempenho das economias avançadas: a nova etapa da crise
Essa nota técnica tem como objetivo examinar o desempenho das principais economias avançadas em 2009, a partir do diagnóstico que, a crise global – iniciada no mercado americano de hipotecas de alto risco e agravada com a quebra do Lehman Brothers em setembro de 2008 – entrou em uma nova etapa na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2009. Impulsionadas pelos amplos estímulos fiscais e monetários, as principais economias avançadas saíram da recessão e retomaram a trajetória de crescimento. Todavia, a persistência das elevadas taxas de desemprego e o crédito caro e escasso em alguns segmentos do mercado bancário suscitam dúvidas sobre a intensidade e o ritmo da recuperação, bem como o timing da retirada dos estímulos. As projeções recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas, respectivamente, nos meses de outubro e novembro de 2009, indicam que a recuperação será tímida nas economias avançadas, em razão da demanda doméstica fraca em consequência do alto desemprego.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A Política Cambial em 2009
Numa definição abrangente, a política cambial envolve qualquer transação que altera a posição líquida em moeda estrangeira do setor público - ou seja, além das intervenções nos mercados à vista e futuro (pelo banco central e o Tesouro), as operações de dívida denominada ou indexada em moeda estrangeira – e pode estar subordinada a diferentes metas. Com base neste conceito, esta nota técnica analisa a política cambial brasileira em 2009, após apresentar as principais questões analíticas referentes ao regime de câmbio flutuante e a sua gestão nos países emergentes.
Os objetivos macroeconômicos do regime de câmbio flutuante são implícitos e coincidem, em grande medida, com aqueles do regime de metas de inflação, quais sejam: estabilidade de preços e do sistema financeiro. A partir do final de 2004, num contexto de abundância de liquidez no mercado de câmbio à vista, o acúmulo de reservas tornou-se uma meta adicional da política cambial brasileira, subordinada não somente ao objetivo de minimização de riscos de instabilidade financeira, mas também (e especialmente) de reduzir a vulnerabilidade externa de forma direta (mediante a constituição de um “colchão” de liquidez em moeda estrangeira) e indireta (via melhora nos ratings externos).
Em 2009, identificam-se duas fases bem distintas, do ponto de vista das intervenções do BCB no mercado de câmbio à vista (que foi o principal instrumento de política cambial no período em tela): a primeira fase de janeiro a abril de 2009, quando predominou uma situação de escassez de moeda estrangeira, ainda como reflexo do efeito-contágio da crise; e a segunda de maio a dezembro, num ambiente de crescente abundância de liquidez neste mercado, quando a política de “fortalecimento das reservas” foi retomada, mas não deteve a trajetória de queda da taxa de câmbio nominal (iniciada em março). Esta foi estancada somente após a adoção de uma técnica de gestão dos fluxos de capitais no final de outubro de 2008, quando o Ministério da Fazenda determinou a imposição de um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os investimentos estrangeiros de portfólio, medida adotada sem a concordância do BCB, autoridade responsável pela política cambial no Brasil.