quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Comércio Exterior Brasileiro em 2009

Essa nota técnica analisa o impacto da crise econômica global sobre a balança comercial brasileira em 2009. É possível identificar principais três fases distintas desse impacto. Na primeira fase, que se iniciou em outubro de 2008, abrange o mês de janeiro, o contágio foi mais intenso sobre as exportações, pois a contração da demanda internacional atingiu, de forma mais rápida, os mercados de commodities, seja devido à deflação dos preços, seja pelo fato desses bens serem insumos da produção industrial, utilizados nos estágios iniciais das cadeias produtivas. A segunda fase estende-se de fevereiro a setembro de 2009, quando a recuperação desses preços e da demanda chinesa atenuaram a queda das vendas externas e as importação retraíram-se de forma mais intensa devido ao contexto de recessão interna e moeda depreciada. A terceira fase refere-re ao último quadrimestre do ano (setembro a dezembro), quando as importações ganham impulso, na esteira da reativação da economia brasileira e da apreciação cambial, e as exportações perdem dinamismo, devido a esse novo contexto, mas também da desaceleração da demanda chinesa por commodities.
Considerando o ano de 2009 como um todo, o efeito líquido da crise sobre a balança comercial foi positivo, pois a queda das compras foi maior do que das vendas externas. Assim como em 2008, o perfil da pauta exportadora (concentrada em commodities) contribuiu para atenuar o impacto negativo da crise sobre essa balança. A maior participação das commodities possibilitou que a estratégia de acúmulo de estoques pela China e a alta dos preços das commodities ao longo ao ano tivessem impactos positivos sobre o valor exportado de itens da nossa pauta exportadora ou atenuassem sua queda. As importações de commodities da China concentraram-se, exatamente, nos dois principais produtos exportados pelo Brasil, soja e minério de ferro, que, conjuntamente, responderam por 30,7% do total das vendas externas brasileiras

quarta-feira, 9 de junho de 2010

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Política Monetária e medias de inflação

A mensuração da inflação bem como das expectativas de inflação pelos agentes econômicos é peça-chave para a condução da política monetária, sobretudo naqueles países onde os bancos centrais adotam o regime de metas de inflação. Todavia, essa mensuração e sua interpretação estão longe de serem triviais e envolvem questões complexas, que se podem se traduzir em superestimação da variação de preços observada e/ou esperada, a qual o banco central reage elevando a meta da taxa básica, de forma garantir a credibilidade da política e manter ancoradas as expectativas de inflação. Essa nota técnica examina, em perspectiva comparada, as medidas de inflação e os meios de apuração das expectativas de inflação. Além de analisar as vantagens e os problemas das medidas de inflação utilizadas como referência pelos bancos centrais na condução da política monetária, discute as dificuldades associadas à apuração das expectativas de inflação e à sua “ancoragem”.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

8º Workshop

"Comércio Eletrônico"

Data: 6 de Maio de 2010, 5ª feira, das 09h00 às 18h00.


Local: Auditório da AFRESP (Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo). Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4.843, Jardim Paulista, São Paulo, SP, Tel: 11-3886-8800.



Programa:



Período da Manhã - 9h00 às 12h30

Abertura



"Panorama do e-comerce, tendências e expectativas”.

Pedro Guasti (Diretor do e-bit).


"A visão e o papel da Abranet no comércio eletrônico"
Eduardo Pajaro (Presidente da Abranet - Associação Brasileira de Internet).


"Ferramentas de e-comerce para o setor público”.
"Cloud Computing”
Akio Gledson Sakurai (Doutor pela Escola Politécnica da USP)






Período da Tarde – 14h00 às 18h00



"Fiscalização do comércio eletrônico no Estado de São Paulo"
Renato Pei An Chan (Supervisor de Fiscalização da SEFAZ-SP)


"Tributação de bens intangíveis"
Rodrigo Frota da Silveira (Consultor Tributário da SEFAZ-SP)



"Aspectos normativos do ICMS no comércio eletrônico"
Osvaldo Santos de Carvalho (Coordenador Adjunto da CAT/SEFAZ-SP)


Fechamento







segunda-feira, 19 de abril de 2010

O diferencial do resultado financeiro na saída da crise

O grupo de conjuntura da Fundap realiza um acompanhamento trimestral da evolução dos indicadores econômico-financeiro das grandes empresas de capital aberto que operam no Brasil com base nos balanços patrimoniais e demonstrações financeiras. A última rodada das informações pesquisou 222 empresas, das quais 139 da indústria, 13 do comércio e 70 de serviços comparando os resultados do quarto trimestre de 2009 com o último trimestre de 2008 e o padrão de rentabilidade pré-crise.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Os fluxos de capitais para a economia brasileira em 2009

Em 2009, o ingresso líquido de fluxos capitais estrangeiros atingiu US$ 89,4 bilhões, o segundo maior valor da série histórica do Banco Central do Brasil (BCB), ficando atrás somente do resultado recorde de 2007 (US$ 114,7 bilhões). Além do avanço quantitativo, a composição deste ingresso também sofreu importantes alterações em 2009 frente ao ano anterior. Enquanto em 2008, os investimentos diretos estrangeiros responderam por 85,9% do total, em 2009, a participação desta modalidade mais estável de capital estrangeiro recuou para 29%. Assim, a abundância de fluxos de capitais no período em foco decorreu, principalmente, dos fluxos financeiros, que somaram US$ 63,4 bilhões, equivalentes a 71% do total. Esta evolução favorável inseriu-se num movimento mais geral de retorno desses fluxos para as economias emergentes (sobretudo, asiáticas e latino-americanas) ao longo de 2009, que foi mais rápido e intenso do que o previsto pela maioria dos analistas. Todavia, um conjunto de características específicas da economia brasileira contribuiu para fomentar esses fluxos financeiros em 2009. Por um lado, os investimentos de portfólio em ações foram estimulados pelas perspectivas de alta dos preços desses papéis, associadas, num primeiro momento, à forte desvalorização no último trimestre de 2008 e, num segundo momento, à recuperação dos preços das commodities e do amplo mercado de consumo doméstico. Por outro lado, as captações externas, bem como as aplicações em títulos públicos de renda fixa no país, foram estimuladas pelo elevado diferencial entre os juros interno e externo, decorrente da manutenção da meta da taxa Selic num patamar elevado num contexto de taxas de juros historicamente baixas nos países avançados (próximas a zero).