O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia
da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em
foco e Anexo Estatístico).
A seção de conjuntura faz uma avaliação do mercado de trabalho brasileiro
em 2012. A análise concluiu que houve certo grau de dinamismo no mercado de
trabalho ao longo do ano passado. A massa de rendimento nas principais regiões
metropolitanas do país manteve-se estável nos primeiros seis meses, apesar da
expressiva desaceleração da criação de ocupações. O crescimento do rendimento
médio real exerceu papel fundamental nessa tendência. No segundo semestre,
esse indicador exibiu alta em função da tímida recuperação da geração de emprego
e a continuidade da expansão do rendimento médio real.
A taxa de desocupação continuou, em 2012, o movimento descendente
devido, em parte, ao menor crescimento da PEA em relação ao desempenho da
ocupação, especialmente na faixa dos jovens. Percebe-se queda nas taxas de
atividade (PEA/PIA) nas menores faixas etárias, reflexo da opção dos jovens por
maior nível de educação, tornada possível graças ao aumento da renda familiar
verificada nos últimos anos.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Boletim de Economia nº 23
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Boletim de Economia nº 22
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia
da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em
Foco e Anexo Estatístico).
A seção de conjuntura, deste número, traz uma análise detalhada sobre os
fluxos de capitais estrangeiros para a economia brasileira, em 2012. A primeira
conclusão é que houve uma importante alteração na composição do ingresso líquido
de capitais estrangeiros: a participação dos fluxos financeiros no total recuou de
um patamar de 69% em 2009 e 2010 para 49,5% em 2011 e 37,4% em 2012. Em
contrapartida, a fatia dos fluxos de IDE (Investimento Direto Externo) traçou uma
trajetória oposta, avançando do patamar de 30% em 2009 e 2010 para 50,5% em
2011 e 62,6% em 2012.
A análise da evolução mensal dos fluxos líquidos de capitais externos ao
longo de 2012 sugere que os fatores externos (volatilidade financeira internacional
e desaceleração “double-speed” na zona do euro) contribuíram para uma mudança
na sua composição, a favor dos fluxos de IDE vis-à-vis os fluxos financeiros. Além
disso, os controles de capitais e a gestão macroeconômica no Brasil moldaram a
composição desses fluxos, induzindo o alongamento do prazo da dívida externa
(securitizada e bancária), mas também afetaram a dimensão dos capitais externos
de natureza financeira, ao desestimular as operações especulativas de curto prazo.
Ademais, a eficácia desses controles aumentou devido à nova combinação de
preços-chave (taxas de juros próximas das vigentes nas demais economias emergentes
e taxa de câmbio num patamar mais elevado e menos volátil), que não é
indutora de operações de arbitragem regulatória.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Boletim de Economia nº 21
O artigo de conjuntura, deste número, traça cenários econômicos para o Brasil em 2013. O cenário básico de maior probabilidade tem uma projeção do PIB para 2013 na faixa de 3,2% e incorpora um quadro internacional de relativa estabilidade na zona do euro, recuperação moderada dos EUA e retração suave na economia chinesa. Nesta projeção, o desempenho mediano do investimento é o principal fator que impedirá a economia brasileira de conseguir alcançar um patamar de expansão do PIB mais próximo de 4,0%. O cenário adverso parte da hipótese de que o impasse político na zona do euro se agravará, fato que inibirá soluções definitivas para a crise e, assim, fará aprofundar a recessão e os problemas de financiamento na direção de países mais importantes (Espanha e Itália). As expectativas poderão assim sofrer uma nova onda de pessimismo e a recessão poderá se aprofundar, com impactos negativos nas economias americana e chinesa. Neste contexto, o ritmo de crescimento PIB no Brasil cairia para a faixa de 1,3%.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Boletim de Economia nº 20
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em Foco e Anexo Estatístico). O artigo da seção de Conjuntura, deste número, resgata a gênese da crise financeira global de 2008 traçando a sua periodização até a fase atual, além de detalhar os seus impactos nas economias avançadas. Do balanço elaborado, destacam-se tensões e desequilíbrios que indicam que a economia mundial, longe de voltar à normalidade, continua enfrentando sérios riscos de sofrer o temido double dip, que será tão mais grave quanto menor for o raio de manobra das políticas anticíclicas e de aporte de liquidez. Em outras palavras, a crise não acabou e os persistentes desequilíbrios macroeconômicos tendem a aprofundar os temores de que a economia mundial venha a enfrentar um cenário mais adverso, embora, no curto prazo, haja perspectiva de que acordos caso a caso na zona do euro consigam alternar momentos de melhoria com fases de deterioração, sem que haja ruptura da União Europeia.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Boletim de Economia nº 19
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia
da Fundap, composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura Econômica em
Foco e Anexo Estatístico).
O artigo da seção de Conjuntura, deste número, traz uma análise detalhada
sobre a evolução do mercado de crédito em 2012, com os seguintes destaques:
o estoque total do crédito bancário do Sistema Financeiro Nacional atingiu
R$ 2,24 trilhões no mês de setembro de 2012, correspondendo a 51,5% do PIB.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2012, o volume de crédito da economia
brasileira cresceu 6,2%, em termos reais, indicando uma desaceleração em
comparação ao desempenho no mesmo período de 2011 (7,8%), sob efeito do
patamar ainda elevado da inadimplência e do desaquecimento da atividade econômica.
Essa tendência só não foi mais intensa devido às pressões do governo federal,
sobretudo por meio da atuação dos bancos públicos, em favor da redução
dos spreads, de maneira a potencializar o impacto dos cortes da meta da taxa
Selic sobre os juros dos empréstimos. Algumas medidas de caráter regulamentar,
no sentido de reduzir os custos de refinanciamento das dívidas e de ampliar a
concorrência bancária, também contribuíram positivamente para o desempenho
do crédito em 2012.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Boletim de Economia nº 18
O Boletim de Economia é uma publicação mensal do Grupo de Economia da Fundap. Composto, nesta edição, por duas seções (Conjuntura em Foco e Anexo Estatístico).
O artigo faz um balanço do desempenho recente da atividade econômica e questiona se há espaço para acelerar o crescimento do PIB no Brasil. A trajetória recente do nível de atividade, as perspectivas de melhora para o segundo semestre e as projeções de crescimento para 2013 estão sofrendo influência de dois vetores hoje presentes na economia brasileira, quais sejam: os efeitos defasados da gestão flexível da política econômica dentro do sistema de metas de inflação e o grau (maior ou menor) de efetividade das ações do governo federal no enfrentamento dos problemas estruturais do Brasil. O artigo detalha cada um desses vetores e analisa os impactos sobre o nível de atividade econômica levando em conta diferentes cenários (básico e adverso) para a economia internacional. Em síntese, levanta-se a hipótese de que no curto prazo é baixa a probabilidade de a demanda efetiva ser suficientemente forte para alavancar um ciclo longo de expansão sustentada do investimento privado. Surge outra dúvida em relação à possibilidade de o país alçar taxas de crescimento do PIB mais elevadas. Qual será a capacidade do governo de liderar um ciclo de investimento em infraestrutura? Capacidade no sentido de realizar obras, gerar as fontes de financiamento para o investimento privado via BNDES, e coordenar o processo de concessões de setores importantes para o desenvolvimento do país.