Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

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AVALIAÇÃO DO IMPACTO DAS AÇÕES E PROGRAMAS FEDERAIS

Esta Nota Técnica avalia a política fiscal do governo Lula. Percebe-se que as diretrizes desta política são de duas ordens: (i) expansão dos gastos correntes e a (ii) de contratação de um conjunto de obrigações (programas de governo), fatos que deverão impactar o gasto público num horizonte muito amplo de tempo. O trabalho procura medir a magnitude desta trajetória fiscal nos próximos anos através de um levantamento dos principais compromissos assumidos, especialmente de custeio, nos programas governamentais de maior destaque. Estima-se também o resultado primário do governo federal em 2010, dados os efeitos da forte expansão da despesa de pessoal e de custeio, frente à estabilidade das receitas.


Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL EM 2008

A POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL EM 2008

Em 2008, o Banco Central do Brasil conduziu a política monetária para manter a inflação no centro da meta (IPCA igual a 4,5%), a partir do diagnóstico de que havia “risco relevante para o panorama inflacionário”, em razão do descompasso persistente entre o ritmo da expansão da demanda e o da oferta doméstica. Em resposta à forte elevação do preço dos alimentos ao longo do primeiro semestre deste ano, puxada pela alta acelerada dos preços das commodities agrícolas no mercado internacional, que levou o IPCA acumulado em doze meses a se distanciar cada vez mais do centro da meta, a autoridade monetária iniciou, no mês de abril, uma nova fase de alta da Selic que só seria interrompida em outubro, quando a economia brasileira já havia sido fortemente atingida pelos impactos do aprofundamento da crise global. O último aumento da meta da taxa básica de juros ocorreu no dia 10 de setembro, em meio à intensificação das turbulências nos mercados financeiros internacionais e ao movimento de intensa deflação nos preços internacionais das commodities agrícolas e do petróleo. Nas duas últimas reuniões do ano, realizadas nos meses de outubro e dezembro, o Copom manteve a meta da Selic no elevado patamar de 13,75%, em flagrante contraste com a redução expressiva das taxas de juros oficiais praticadas pelos bancos centrais de economias centrais e periféricas. Fortemente afetada pela crise global sistêmica, tanto pela via do comércio como pela via dos fluxos de capitais, a economia brasileira sofreu as consequências da abrupta retração do crédito e desacelerou fortemente no último trimestre do ano. Tudo indica que o BCB errou duas vezes: uma em insistir no diagnóstico de que a economia brasileira estava crescendo acima do seu potencial e a outra por não vislumbrar a gravidade da desaceleração em curso nas economias avançadas associada ao movimento de desalavancagem do sistema financeiro e de deflação dos ativos.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

DESDOBRAMENTOS DA CRISE GLOBAL

DESDOBRAMENTOS DA CRISE GLOBAL E DESEMPENHO
DAS ECONOMIAS AVANÇADAS

As economias avançadas enfrentam, em consequência da crise financeira global, a pior recessão dos últimos setenta anos. Para restaurar a liquidez dos mercados financeiros, reativar o crédito bancário e reanimar a atividade econômica, os bancos centrais e os governos das principais economias avançadas lançaram mão de vários expedientes. Além de cortes expressivos na taxas de juros, os bancos centrais passaram a ampliar a oferta monetária, enquanto os governos adotaram planos de suporte financeiro ao lado de planos de estímulo fiscal. Não obstante as inúmeras medidas para fortalecimento do sistema financeiro e o contínuo uso das políticas macroeconômicas para estimular a demanda agregada, a aguda crise de confiança nas instituições financeiras não foi ainda inteiramente superada. As estimativas mais recentes indicavam, em abril de 2009, a existência de um grande volume de ativos ilíquidos, cujas perdas ainda não contabilizadas pelos bancos montam a US$ 2,7 trilhões, o que elevaria o total de perdas desde a eclosão da crise a US$ 4,0 trilhões. Também não foi quebrado o círculo vicioso entre atividade econômica em queda e as tensões nos mercados financeiros, que registram surtos efêmeros de valorização, alimentados pela leitura otimista dos indicadores que sugerem a superação do pior momento da crise global. Com as economias em retração a três trimestres seguidos, os principais países avançados estão longe de superar a severa recessão que os atinge em 2009.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

5º Workshop

“Crise Econômica e Impactos Setoriais: Situação Atual e Perspectivas”

Este Workshop aconteceu na Fundap no dia 18 de Junho de 2009, das 9h00 às 18h00. Como os workshops anteriores, esse também foi um evento destinado a um público específico – equipe técnica da Coordenadoria da Arrecadação Tributária da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo - CAT / SEFAZ-SP –, motivo pelo qual não foi divulgado com antecedência. Entretanto, com o objetivo de contribuir para o debate desse importante tema, o Portal debates Fundap está divulgando o programa e as apresentações realizadas no evento.


Promoção
- CAT / SEFAZ-SP – Coordenadoria da Arrecadação Tributária da Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo

- Fundap – Fundação do Desenvolvimento Administrativo

Apoio
- AFRESP - Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo

Objetivo:
- Análise da situação atual e perspectivas da crise financeira sobre a economia brasileira e paulista e seus impactos setoriais.

Público alvo:
- Dirigentes, Agentes Fiscais de Rendas e Assessores Técnicos da SEFAZ-SP.

Abertura do Workshop
Dr. Geraldo Biasoto Junior (Diretor Executivo da Fundap)
Dr. Clovis Cabrera (Diretor Executivo da DEAT - CAT / SEFAZ-SP)
Dr. Waldemir Luiz de Quadro (coordenador dos workshop)
Ouça a abertura do Workshop


Palestras realizadas no workshop:

“Conjuntura Econômica e Crise”
Geraldo Biasoto Júnior
Diretor Executivo da Fundap e Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação do Dr. Geraldo Biasoto Junior


“Setor Automobilístico”
Aurélio Santana
Diretor Técnico da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação do Sr. Aurélio Santana


“Impactos Fiscais e Tributários”
José Roberto Rodrigues Afonso
Economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, e Assessor Técnico da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade do Senado Federal.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação do Dr. José Roberto Rodrigues Afonso


“Impactos Setoriais e nas Grandes Empresas”
Julio Sérgio Gomes de Almeida
Ex-Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial - IEDI, e Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Ouça a apresentação do Dr. Júlio Sérgio Gomes de Almeida


“Setor de Máquinas e Equipamentos”
João Alfredo Saraiva Delgado
Diretor Executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação do Dr. João Alfredo Saraiva Delgado


“Setor de Varejo”
Flávio Tayra
Gerente de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação do Dr. Flávio Tayra


“Setor Químico”
Fátima Giovanna Coviello Ferreira
Diretora Técnica da Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM.
Veja essa apresentação (Power Point)
Ouça a apresentação da Sra. Fátima Giovanna Coviello Ferreira


Debates
Ouça os Debates do Workshop


Fotos
Veja as fotos do Workshop

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Indicador Antecedente Trimestral da Atividade Econômica

O Grupo de conjuntura da Fundap divulga hoje os resultados do indicador antecedente do segundo trimestre de 2009. O indicador é construído a partir de um modelo econométrico que utiliza técnicas de séries de tempo e consiste na composição de um conjunto de séries que tem alto poder preditivo sobre as séries-alvo, que são o produto interno bruto real (PIB) e a produção industrial. O indicador foi elaborado de modo a ter a maior correlação possível com a atividade econômica que irá prevalecer no trimestre seguinte ao seu cálculo. O Grupo de Conjuntura da Fundap passa a divulgar periodicamente o indicador antecedente e uma prévia do PIB trimestral. A próxima divulgação será no dia 12 de agosto (Prévia do Pib do segundo trimestre) e no dia 12 de setembro (indicador antecedente do terceiro trimestre).